O Centro Cultural do Banco do Brasil comemora 17 anos expondo um dos maiores artistas brasileiros, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A exposição Aleijadinho e seu tempo – Fé, engenho e arte conta com obras do mestre e alguns contemporâneos e mostra o Barroco, expressão artística que melhor se adaptou ao Brasil.
Foram ocupados dois andares do prédio divididos em 11 módulos. São mapas, desenhos, objetos em ouro, salas repletas de santos e oratórios e esculturas, em sua maioria originais do século XVIII.
Alguns dos módulos dedicados exclusivamente à Aleijadinho expõe suas esculturas que encantaram o mundo por sua expressividade e realismo. Em um corredor de acesso o chão foi decorado como é feito em dias de procissão
em Minas Gerais enquanto músicas típicas acompanham o trajeto. O saguão do primeiro andar foi tomado por réplicas em bronze dos 12 profetas característicos da cidade de Congonhas e o grupo Tá na rua canta e dança. “A música tem algo com ar de pilhéria, adorei” disse Angélica Rodrigues sobre o som do grupo.Mais adiante uma sala conta com 81 imagens projetadas nas paredes com os sete passos da Via Sacra que originalmente postam-se em pequenas capelas no caminho para a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos. Além de todo o material exposto, duas salas-cofre passam 12 documentários, entre longas e curtas, constantemente, sobre a vida e a obra do mestre e diferentes aspectos de Minas. “Os documentários foram muito elucidativos e emocionantes”, disse Elydio Adler, engenheiro.
Nos outros ambientes, mapas e desenhos feitos durante expedições científicas e artísticas ao Brasil com autoria de Rugendas e Debret, contextualizam Aleijadinho na Minas Gerais de sua época. Assim como pinturas em madeira de Mestre Piranga e Metre Ataíde, entre outros, encerram a mostra que é grande, mas muito bem estruturada. E por isso fica no CCBB até o dia 11 de Fevereiro de 10h as 21h.

Cristo da Reissureição
texto: Luísa Pereira
fotografia: Luísa Pereira
edição: Luísa Pereira