Fundado em 1990, por Walter Moreira Salles, o Instituto Moreira Salles promove diversas atividades culturais pelo Brasil com sedes em São Paulo, Belo Horizonte, Poços de Calda e Rio de Janeiro. A carioca situa-se em uma mansão na Gávea com espaço para salas de exposição, sala de aula, biblioteca, auditório, cafeteria, loja de arte, ateliê e dependências para hóspedes.
A entidade não possui fins lucrativos e suas principais áreas de atuação são: literatura, fotografia, cinema, artes plásticas e música brasileira. Com exposições e apresentações de alto nível cultural, a casa atrai um público seleto com o objetivo de formar e aprimorá-lo artisticamente: “O Instituto desenvolve programas culturais regulares em projetos de médio e longo prazo que atraem um público diferenciado”, comentou o secretário da administração da casa no Rio Hernani Fagundes.
A mansão abrigava a família Moreira Salles e passou por grandes reformas antes de se abrir ao público. Os dormitórios, por exemplo, tiveram sua área unificada para transformar-se em uma sala de cinema, que é bem utilizada pelos cariocas devido à programação de filmes que fogem do circuito tradicional do cinema: “Aqui é uma opção para ver filmes diferentes. Mesmo quando passam filmes hollywoodianos é bom”, disse o pintor Guilherme Sechin que ainda elogiou o clima aconchegante da sala: “Parece que agente está no cinema em casa”.
Ao todo a casa possui 3000m2 numa área de 10500m2 com jardins abertos. A mansão conta ainda com uma Reserva Técnica Fotográfica, composta por cerca de 160 mil imagens, e uma Reserva Técnica Musical, dedicado à preservação da MPB. O Instituto Moreira Salles funciona em conjunto com o Espaços Unibanco de Cinema/Unibanco Arteplex, constituindo assim no maior espaço privado dedicado à cultura do Brasil.

Confira abaixo a agenda de eventos do centro cultural do Rio de Janeiro:
Uma verdade inconveniente: De 24 a 30 de novembro, às 14h, 16h, 18h e 20h
Dir.: Davis Guggenheim – 2006 – 100 min.
Documentário que traz o eloqüente político Al Gore, vice-presidente americano durante a gestão de Bill Clinton (1993-2000), fazendo uma série de apresentações para discutir os problemas do aquecimento global.
Pianistas brasileiras: Maria José Carrasqueira: Dia 5 de dezembro, às 20h30
A pianista interpreta clássicos do repertório para piano e peças de autores como Ernesto Nazareth, cujo acervo é preservado pelo IMS. Participação especial de Almeida Prado.
Bez Batti: Esculturas: Até 25 de fevereiro
Esculturas do artista gaúcho que se especializou no trabalho com basalto.
Salas 1, 2, 3 e 4
A cidade maravilhosa de André Filho: Até 25 de fevereiro
Mostra do acervo do compositor, com partituras, documentos e fotografias. Autor de músicas como Filosofia – em parceria com Noel Rosa – e Cidade maravilhosa, André Filho fez parte da ‘época de ouro’ da música brasileira.
Reserva técnica musical
Georges Leuzinger: um pioneiro do século XIX : Prorrogada até 25 de fevereiro
Imagens do fotógrafo e empresário suíço radicado no Rio de Janeiro, proprietário da Casa Leuzinger, principal empresa de impressão do Brasil no século XIX.
Gabinete fotográfico
Programação infantil
Dia 25 de novembro, às 17h: Espetáculo de música – O dia da música (a partir de 3 anos)
Dia 9 de dezembro, às 17h: Ateliê de arte (a partir de 5 anos)
texto: João Casotti
fotografia: João Casotti
edição: João Casotti

Além do espaço para apresentações ao vivo, a Áudio Rebel ainda possui um estúdio onde as bandas podem ensaiar. A sala projetada pela Kepka Akústica tem vinte metros quadrados e funciona das 9h à 24h e custa 18 reais a hora. “A Rebel é sensacional! Além do espaço que ela nos dá para fazer e ver novos shows, coisa que não tem muito aqui no Rio, ela ainda possui espaço para ensaios”, disse Mateus Simões, estudante de produção cultural e músico nas horas vagas. 