Arquivo da categoria ‘Texto de Luísa Pereira’

Arte de Minas encanta no Rio

Novembro 27, 2006

O Centro Cultural do Banco do Brasil comemora 17 anos expondo um dos maiores artistas brasileiros, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A exposição Aleijadinho e seu tempo – Fé, engenho e arte conta com obras do mestre e alguns contemporâneos e mostra o Barroco, expressão artística que melhor se adaptou ao Brasil.

Foram ocupados dois andares do prédio divididos em 11 módulos. São mapas, desenhos, objetos em ouro, salas repletas de santos e oratórios e esculturas, em sua maioria originais do século XVIII.

Alguns dos módulos dedicados exclusivamente à Aleijadinho expõe suas esculturas que encantaram o mundo por sua expressividade e realismo. Em um corredor de acesso o chão foi decorado como é feito em dias de procissão

em Minas Gerais enquanto músicas típicas acompanham o trajeto. O saguão do primeiro andar foi tomado por réplicas em bronze dos 12 profetas característicos da cidade de Congonhas e o grupo Tá na rua canta e dança. “A música tem algo com ar de pilhéria, adorei” disse Angélica Rodrigues sobre o som do grupo.Mais adiante uma sala conta com 81 imagens projetadas nas paredes com os sete passos da Via Sacra que originalmente postam-se em pequenas capelas no caminho para a Igreja do Bom Jesus de Matosinhos. Além de todo o material exposto, duas salas-cofre passam 12 documentários, entre longas e curtas, constantemente, sobre a vida e a obra do mestre e diferentes aspectos de Minas. “Os documentários foram muito elucidativos e emocionantes”, disse Elydio Adler, engenheiro.

Nos outros ambientes, mapas e desenhos feitos durante expedições científicas e artísticas ao Brasil com autoria de Rugendas e Debret, contextualizam Aleijadinho na Minas Gerais de sua época. Assim como pinturas em madeira de Mestre Piranga e Metre Ataíde, entre outros, encerram a mostra que é grande, mas muito bem estruturada. E por isso fica no CCBB até o dia 11 de Fevereiro de 10h as 21h.

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Cristo da Reissureição 

texto: Luísa Pereira
fotografia: Luísa Pereira
edição: Luísa Pereira

Panorama artístico

Novembro 27, 2006

Depois do Rio Cena Contemporânea, realizado com o fim de expor o atual momento do teatro, O Rio de Janeiro foi presenteado com o Panorama Festival.

O evento que ficou em cartaz do dia 10 a 22 de Novembro e teve organização feita por Eduardo Bonito e Nayse López, ocorre todo ano e completou 15 nesse último. O objetivo principal é a mostra da cena contemporânea da dança e por expor apresentações híbridas, que misturam teatro e artes plásticas, acabou por ser um espetáculo de artes em geral.

As peças ocorreram em diversos teatros do Rio como Nelson Rodrigues, Teatro Municipal assim como nos Centro culturais da Telemar e Caixa Econômica e Sescs. Algumas atrações internacionais marcaram presença e chamaram atenção como o grupo belga que apresentou “M. Uma peça mediana” em parceria com Maria Clara Villa Lobos. Assim como Tiago Guedes de Portugal que se apresenta sozinho em palco com a peça “Materiais diversos” em que brinca com objetos montando canários e verdadeiras obras de arte.

Durante os dias de apresentação também aconteceram workshops e depois das peças ocorria a “conversa pública” na qual artistas discutiam suas apresentações com o público. Outra atração do evento era a chamada “ocupação” em que artistas dançavam em locais alternativos como a rua, principalmente em frente aos locais onde ocorreria espetáculo. “ Mesmo não assistindo aos espetáculos pude assistir à ótimas e inesperadas performances”, disse a estudante Luiza Duarte sobre dançarinos que se apresentaram na porta do Teatro Municipal.

Para quem não foi fica para o próximo ano conferir o festival que cumpre o nome que tem dando uma noção de uma cena tão difícil de caracterizar.

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texto: Luísa Pereira
fotografia: Luísa Pereira
edição: Luísa Pereira

O circo está na cidade

Novembro 13, 2006

Foi aberta a temporada de apresentações do Cirque du Soleil no Rio de Janeiro dia primeiro de Novembro. Vindo de São Paulo, onde se apresentou de Agosto à Setembro, a produção espera um público de 120 mil espectadores no Rio.

Fundado em 1984 no Canadá, estima-se que o Circo já tenha encantado nove milhões de pessoas no mundo com sua mistura teatral de artes circenses e de rua, músicas originais e fantasias extravagantes. Com seis espetáculos fixos em Las Vegas e na Disney e sete em turnê, é a primeira vez que o Cirque du Soleil vêm ao Brasil. O espetáculo escolhido foi o Saltimbanco.          

cirque-du-soleil.jpgA tenda azul e amarela de 150 toneladas e de extensão foi montada no estacionamento do Barra Shopping. A equipe conta com 51 artistas de mais de 40 nacionalidades e para cada um são necessários quatro técnicos.

A apresentação é constituída de dez números de tirar o fôlego, como o duo de trapézio, balanço russo e malabarismo, e provoca gargalhadas na platéia com palhaços que interagem com o público. “É totalmente diferente de tudo que eu já vi relacionado a circo”, disse Paula Brotas, 45 anos, arquiteta. “Eles extrapolam os limites do corpo humano, parecem mutantes”, disse Julio Secchin, estudante de Comunicação Social, ressaltando a performance mão-a-mão, na qual dois artistas se equilibram um no outro sobre uma mesa.

A lona ficará montada durante um mês. A área Vip, o Tapis Rouge, oferece uma tenda na parte externa com uma lojinha para compra de produtos do Cirque como máscaras e DVDs de outros espetáculos do grupo e alguns artistas brincando com o público antes da apresentação. Mas a brincadeira custa caro. Os preços dos ingressos variam de 400 reais, dependendo do dia. Devido ao sucesso e grande procura, ingressos estão sendo vendidos no Mercado Livre.

texto: Luísa Pereira
fotografia: João Casotti
edição: Maria Fernanda Vasconcellos

TIM Festival reúne diferentes tribos

Outubro 31, 2006

tim-1.JPG Aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de outubro a quarta edição do TIM Music Festival. Atrações que agregavam diferentes vertentes musicais, do Jazz à música eletrônica, agitaram o fim de semana carioca na Marina da Glória. O evento ainda teve edições especiais em São Paulo, Curitiba e Vitória.

 A estrutura do local contou com quatro pistas. No palco  principal, o TIM stage, as bandas mais esperadas foram Daft Punk, Beastie Boys e Yeah Yeah Yeah’s, que tocaram à altura das expectativas. “Yeah Yeah Yeah’s foi incrível. O chato era que a gente não podia circular livremente por todos os shows”, disse Juliana Fernandes, estudante de Comunicação Social, referindo-se ao fato de que cada espaço tinha seu acesso pago separadamente.

Os preços das tendas, que variavam de 20 a 150 reais, foram alvos de críticas. Segundo a produtora Candy Saavedra, apesar do público conseqüentemente ser mais seleto, o alto custo dos shows tornava inviável a ida a mais atrações.

O sucesso do evento deve-se não só a presença de grandes bandas internacionais, mas também à divulgação, que instalou cartazes e estruturas gigantes por toda a cidade. “A TIM e os patrocinadores investiram muito na publicidade alternativa o que condisse com o tipo de público que queríamos atingir”, revela a produtora da TIM Maria Luiza Zero.

Apesar de ser um mega-evento, não houve reclamações sobre a organização e a estrutura técnica. “Os banheiros eram tranqüilos, não houve fila nem confusão, mas a falta de opções de bebida foi realmente uma coisa irritante”, disse Anna Parisi, estudante de Comunicação Social da PUC, referindo-se ao fato de que o evento ofereceu para seus freqüentadores apenas Sagatiba, um dos patrocinadores, e Skol.

Ao serem questionadas sobre a qualidade do festival, as meninas confirmaram sua boa repercussão. Ao citar as possíveis bandas que gostariam de ver no próximo TIM Music Festival não tiveram dúvida: Radiohead, Portishead e Le tigre foram escolhas unânimes.

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Show do Daft Punk

texto: Luísa Pereira
fotografia: Maria Fernanda Villas Bôas
edição: João Casotti