Arquivo da categoria ‘Texto de Maria Fernanda’

Segredos de escritores revelados em laboratório no CCBB

Novembro 27, 2006

Ao longo de 2006, o Centro Cultural Banco do Brasil promoveu o “Laboratório do Escritor”, evento que trouxe importantes autores brasileiros como Milton Hatoum, Luiz Vilela, Silviano Santiago, Luiz Alfredo Garcia-Roza e João Ubaldo Ribeiro para conversar com o público sobre seu processo criativo. Concebido em formato de talk-show, o Laboratório submeteu os escritores a um verdadeiro interrogatório sobre o processo de elaboração de suas obras, desde o momento em que teve a idéia dos livros até a sua publicação e divulgação.

Entre as muitas questões que foram levantadas pelas jornalistas e diretoras do projeto Valéria Lamego e Cristiane Costa estão: se o autor realiza ou não pesquisa de campo ou pesquisa em outras fontes para conceber a obra, como ele enfrenta os momentos de dúvida e bloqueio, se ele vai direto ao ponto ou se precisa fazer revisões e versões até definir o texto final e a relação do escritor com a mídia e com as críticas.

No primeiro “Laboratório”, realizado em junho, duzentas e cinqüenta pessoas lotaram os dois auditórios do CCBB para conversar com o autor Milton Hatoum. “O primeiro laboratório mostrou como o processo de criação pode ser doloroso e muitas vezes leva o escritor até a abandonar obras, bem como trazer para seu cotidiano lembranças e memórias passadas, que são reinventadas a luz da criação”, comenta Valéria Lamego. “A nossa idéia é abrir a caixa-preta desses grandes escritores e com isso estimular a literatura e novos leitores”, afirma a diretora.

O Evento foi um sucesso. “O laboratório levou ao CCBB-rio um público de mais de 1000 pessoas entre leigos e candidatos a nova geração de escritores brasileiros. Todos, é claro, com grande interesse em literatura”, comemorou a assessora de imprensa do evento, Celeste Vasconcellos.

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texto:Maria Fernanda Villas Bôas
fotografia: Maria Fernanda Villas Bôas
edição: Maria Fernanda Villas Bôas

MIX BRASIL: o cinema com uma visão diferente

Novembro 27, 2006

O festival Mix Brasil de cinema e vídeo da diversidade sexual está sendo realizado em diversas salas de exibição por toda cidade. O evento, que teve uma temporada em São Paulo, começou no Rio no dia 21 e deverá continuar até o dia 03 de dezembro colocando em cartaz temas relacionados à sexualidade.

O festival, que já está em sua 14˚ edição, é anual e é realizado pela Associação Cultura Mix Brasil, uma organização sem fins lucrativos que promove através do evento a liberdade de expressão quando se trata de diversidade sexual. “Procuramos desmistificar uma realidade que está muito próxima de todos” afirma a produtora do evento Thalita Ateyeh.

A 14˚ edição do “Mix” conta com a exibição de mais de 70 filmes, entre longas e curtas, produzidos em 11 países. A programação é dividida em sessões, entre elas estão: Panorama Internacional, Centerpiece, Rock me baby, Curta mix Brasil e etc. Da sessão Panorama Internacional destacam-se “Aminésia”, um filme baseado em fatos reais sobre uma homem encontrado sem memória no banco de um parque em Montreal, e “Eu sou Boy”, documentário sobre o fenômeno dos FTMs (female-to-male: mulheres que tomam hormônios e  fazem cirurgias de mudança de sexo), destaque nos EUA e no Brasil.

O “Mix” também trata de questões como a AIDS. “Um ano sem amor” é um dos destaques no tema. “Como nesse ano o foco é a Argentina, optamos por esse filme. Um dos melhores filmes da década sobre o vírus da AIDS” disse a diretora do evento Suzy Capó.

Quem quiser mais informações sobre o festival pode acessar o site http://www.mixbrasil.org.br/index.shtml. Neste endereço os interessados podem conferir a programação dos cinemas, as notícias do evento, as críticas dos filmes no blog do “Mix” e ainda acessar sites de festas, que como o Mix Brasil, tem carta branca quando se trata de liberdade e diversidade.

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texto: Maria Fernanda Villas Bôas
fotografia: Maria Fernanda Villas Bôas
edição: Maria Fernanda Villas Bôas

As “Chicas” mostram seu barulho no Espaço Sérgio Porto

Novembro 6, 2006

Nos últimos dias 27, 28 e 29, a banda “Chicas” lançou, no Espaço Cultural Sérgio Porto, seu primeiro CD independente “Quem vai comprar nosso barulho?”.. O grupo é composto por Isadora Medella, Paula Leal e pelas irmãs Fernanda Gonzaga e Amora Pêra, filhas de Gonzaguinha. A proposta musical das meninas é bastante interessante: misturar do funk ao baião com um clima descontraído de nova MPB.

fotos-para-o-blog-012.jpg O show de lançamento começou com uma narrativa elogiando a iniciativa de bandas que decidem apresentar seus trabalhos de forma independente. Com zabumba, piano e xilofone, as cantoras entraram em cena expondo não somente suas habilidades no vocal. Todas tocaram pelo menos quatro instrumentos durante a apresentação. Sendo acompanhadas de bateria, baixo, violoncelo, violino e até maquina de escrever, as Chicas mostraram seu “barulho”. Ao final da apresentação a platéia que começou sentada em cadeiras e almofadas se levantou para dançar e aplaudir.

  “É muito legal ter um CD finamente lançado. Ele foi feito com todo cuidado, dá para perceber pelos arranjos e pelo primoroso trabalho gráfico”, disse Anna Parisi, que acompanha a banda há três anos e foi a duas das três apresentações. “Quem vai comprar nosso barulho?” vem recheado com músicas de autoria do grupo como “Você” e “Ter que esperar” e, como não poderia faltar, com músicas de Gonzaguinha como “Geraldinos e Arquibaldos”. A banda também gravou uma canção inédita do compositor, “Namorar”.

  Apesar de terem lançado seu primeiro disco agora, as Chicas já estão presentes no cenário da música independente desde 1996. Após dois anos de sucesso, o conjunto decidiu se separar sem motivo aparente e só retornou quatro anos depois. Tudo indica que  as meninas vieram pra ficar, venderam em torno de 200 CDs em um só dia.

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Isadora Medella, Fernanda Gonzaga, Paula Leal e Amora Pêra

Quem quiser saber mais sobre as Chicas pode acessar o site www.chicas.com.br ou conferir alguns vídeos gravados no show de lançamento:
http://www.youtube.com/watch?v=NGvAFmtsdpQ http://www.youtube.com/watch?v=3EGvotA-Qu4

texto: Maria Fernanda Vasconcellos Villas Bôas
fotografia: Luísa Pereira
edição: Joana Medina

Gávea se beneficia com reforma no shopping

Outubro 23, 2006

Até o final de novembro, o Shopping da Gávea será com grandes cartazes e um letreiro iluminado prestigiando o nome do lugar. Decorado com madeira escura e pisos de mármore, a nova frente do shopping passa uma imagem elegante e distinta. Além disso, o estabelecimento ganhará cinco salas de cinema no quarto andar. A iniciativa foi feita pelo shopping com o Grupo Estação. Estes pretendem devolver ao bairro salas de exibição. Segundo o engenheiro responsável, Marcos Cachada, a obra tem previsão de término para o final deste ano.

Estimando o aumento do número de público, dois novos andares de estacionamento foram adicionados à estrutura do prédio. Ademais, os pilares e elevadores estão sendo respectivamente recauchutados e trocados e o hall ganhará uma reforma geral. Essas mudanças não possuem data para terminar.

“A reforma vai beneficiar a todos. Cinema era o que faltava aqui no bairro”, disse o estudante de engenharia Diogo Rodriguez, 22 anos, morador do bairro há oito. Já a professora Letícia Moreira acredita que, apesar da obra trazer benefícios à Gávea, ela tem atrapalhado o dia-a-dia dos pedestres na Rua Marquês de São Vicente. “Os tapumes não deixam a gente passar pela calçada na frente do shopping”, disse ela.

Mesmo com opiniões distintas, os moradores e freqüentadores da Gávea concordam em um aspecto: a nova cara do Shopping da Gávea e seus novos cinemas valorizam o bairro

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Fachada do Shopping da Gávea em obra

texto: Maria Fernanda Vasconcellos Villas Bôas
fotografia: Joana Medina
edição: Luísa Pereira