As “Chicas” mostram seu barulho no Espaço Sérgio Porto

Novembro 6, 2006 por cariocadoovo

Nos últimos dias 27, 28 e 29, a banda “Chicas” lançou, no Espaço Cultural Sérgio Porto, seu primeiro CD independente “Quem vai comprar nosso barulho?”.. O grupo é composto por Isadora Medella, Paula Leal e pelas irmãs Fernanda Gonzaga e Amora Pêra, filhas de Gonzaguinha. A proposta musical das meninas é bastante interessante: misturar do funk ao baião com um clima descontraído de nova MPB.

fotos-para-o-blog-012.jpg O show de lançamento começou com uma narrativa elogiando a iniciativa de bandas que decidem apresentar seus trabalhos de forma independente. Com zabumba, piano e xilofone, as cantoras entraram em cena expondo não somente suas habilidades no vocal. Todas tocaram pelo menos quatro instrumentos durante a apresentação. Sendo acompanhadas de bateria, baixo, violoncelo, violino e até maquina de escrever, as Chicas mostraram seu “barulho”. Ao final da apresentação a platéia que começou sentada em cadeiras e almofadas se levantou para dançar e aplaudir.

  “É muito legal ter um CD finamente lançado. Ele foi feito com todo cuidado, dá para perceber pelos arranjos e pelo primoroso trabalho gráfico”, disse Anna Parisi, que acompanha a banda há três anos e foi a duas das três apresentações. “Quem vai comprar nosso barulho?” vem recheado com músicas de autoria do grupo como “Você” e “Ter que esperar” e, como não poderia faltar, com músicas de Gonzaguinha como “Geraldinos e Arquibaldos”. A banda também gravou uma canção inédita do compositor, “Namorar”.

  Apesar de terem lançado seu primeiro disco agora, as Chicas já estão presentes no cenário da música independente desde 1996. Após dois anos de sucesso, o conjunto decidiu se separar sem motivo aparente e só retornou quatro anos depois. Tudo indica que  as meninas vieram pra ficar, venderam em torno de 200 CDs em um só dia.

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Isadora Medella, Fernanda Gonzaga, Paula Leal e Amora Pêra

Quem quiser saber mais sobre as Chicas pode acessar o site www.chicas.com.br ou conferir alguns vídeos gravados no show de lançamento:
http://www.youtube.com/watch?v=NGvAFmtsdpQ http://www.youtube.com/watch?v=3EGvotA-Qu4

texto: Maria Fernanda Vasconcellos Villas Bôas
fotografia: Luísa Pereira
edição: Joana Medina

Áudio Rebel abre espaço para bandas cariocas independentes

Novembro 6, 2006 por cariocadoovo

O Rio de Janeiro vive um paradoxo cultural. Apesar de ser um pólo de bandas de música independente, não proporciona espaços para suas apresentações. A Áudio Rebel, casa de shows, ensaios e vendas de acessórios de bandas, uma das únicas opções para shows independentes, tornou-se, portanto, a madrinha destas bandas.

Situada no bairro de Botafogo, a estrutura de shows do local conta com dez metros quadrados de espaço no palco, capacidade máxima de 100 pessoas e oferece um excelente equipamento de som, com amplificadores Laney e Marshall para guitarra e bateria Pearl Fórum. O aluguel do espaço é de 400 reais e o horário dos shows deve ser entre 18h e 21h40, hora de fechamento da casa.

ensaio13.jpg Além do espaço para apresentações ao vivo, a Áudio Rebel ainda possui um estúdio onde as bandas podem ensaiar. A sala projetada pela Kepka Akústica tem vinte metros quadrados e funciona das 9h à 24h e custa 18 reais a hora. “A Rebel é sensacional! Além do espaço que ela nos dá para fazer e ver novos shows, coisa que não tem muito aqui no Rio, ela ainda possui espaço para ensaios”, disse Mateus Simões, estudante de produção cultural e músico nas horas vagas.          

A casa possui ainda uma loja, onde vende CDs, DVDs, camisas, acessórios, adesivos e livros. Este espaço é concedido às bandas independentes de todo o Brasil que desejam colocar produtos próprios à venda. Segundo Bruno Salgado, um dos sócios da Áudio Rebel, é mais uma maneira da casa garantir uma fonte de receita. “É um negócio difícil, pouco rentável, portanto tentamos criar novas maneiras de, além de ajudar as bandas, ajudar a nós mesmos a tirar uma grana”, comentou Salgado.

A Rebel pretende em breve construir uma estrutura de gravação digital que será implantada no estúdio e projetada pela Kepka Akústica, com microfones de alta qualidade. Enquanto isso, diversos shows ainda estão por vir como demonstra a programação abaixo:

01/11/06
Os Azuis + Bandas a confirmar
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02/11/06
Arsênico75 + Buffalo Trucker + Statik Majik
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03/11/06
DFC(DF) + Ataque Periférico + Claro que Não + Norte Cartel
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04/11/06
Mudds + Nox + Tzara
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05/11/06
8mm + Norte Cartel + Fokismo + Arroto
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12/11/06
OutLine + Stritde + Poleposition
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17/11/06
Ruskin Beasts + Miragem + Ghouls + No Name Yet
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Telefone para contato: 34352692

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Show do Dandara na Rebel.

texto: João Casotti
fotografia: Luísa Pereira
edição: Joana Medina

TIM Festival reúne diferentes tribos

Outubro 31, 2006 por cariocadoovo

tim-1.JPG Aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de outubro a quarta edição do TIM Music Festival. Atrações que agregavam diferentes vertentes musicais, do Jazz à música eletrônica, agitaram o fim de semana carioca na Marina da Glória. O evento ainda teve edições especiais em São Paulo, Curitiba e Vitória.

 A estrutura do local contou com quatro pistas. No palco  principal, o TIM stage, as bandas mais esperadas foram Daft Punk, Beastie Boys e Yeah Yeah Yeah’s, que tocaram à altura das expectativas. “Yeah Yeah Yeah’s foi incrível. O chato era que a gente não podia circular livremente por todos os shows”, disse Juliana Fernandes, estudante de Comunicação Social, referindo-se ao fato de que cada espaço tinha seu acesso pago separadamente.

Os preços das tendas, que variavam de 20 a 150 reais, foram alvos de críticas. Segundo a produtora Candy Saavedra, apesar do público conseqüentemente ser mais seleto, o alto custo dos shows tornava inviável a ida a mais atrações.

O sucesso do evento deve-se não só a presença de grandes bandas internacionais, mas também à divulgação, que instalou cartazes e estruturas gigantes por toda a cidade. “A TIM e os patrocinadores investiram muito na publicidade alternativa o que condisse com o tipo de público que queríamos atingir”, revela a produtora da TIM Maria Luiza Zero.

Apesar de ser um mega-evento, não houve reclamações sobre a organização e a estrutura técnica. “Os banheiros eram tranqüilos, não houve fila nem confusão, mas a falta de opções de bebida foi realmente uma coisa irritante”, disse Anna Parisi, estudante de Comunicação Social da PUC, referindo-se ao fato de que o evento ofereceu para seus freqüentadores apenas Sagatiba, um dos patrocinadores, e Skol.

Ao serem questionadas sobre a qualidade do festival, as meninas confirmaram sua boa repercussão. Ao citar as possíveis bandas que gostariam de ver no próximo TIM Music Festival não tiveram dúvida: Radiohead, Portishead e Le tigre foram escolhas unânimes.

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Show do Daft Punk

texto: Luísa Pereira
fotografia: Maria Fernanda Villas Bôas
edição: João Casotti

Festival de Primavera agita PUC

Outubro 30, 2006 por cariocadoovo

prima3.JPG Foi realizado na semana de 27 de outubro o 6º Festival de Primavera na Puc-Rio. O evento, que envolveu diversas amostras culturais, foi uma oportunidade para a divulgação de toda e qualquer manifestação artística.

 O festival contou com oficinas de teatro, yôga, capoeira, dança do  ventre, astrologia e pintura. As inscrições custavam apenas cinco reais e as atividades foram realizadas por toda universidade.

 Durante a semana, rodas de capoeira e a apresentação de alunos do Tablado animaram o Pilotis. “Foi divertido ter a roda aberta para nós. Aprendi alguns movimentos interessantes de capoeira”, disse Marcela Saramago, aluna de Comunicação da Puc. Além disso, artesanato indígena, exposição de fotos, poesia e filmes, foram exibidos. “Foi interessante poder ter minhas fotos expostas para todos”, afirma a aluna Karen Pinho.

No ginásio, diversas bandas independentes se apresentaram entre 13h e 23h. Os estilos variavam do rock ao maracatu. “Assisti a muitas bandas, mas o dia do samba foi o mais empolgante”, disse o músico Hugo Faraco, referindo-se à quinta-feira de samba. O festival ainda contou com artistas de nome como o rapper B-Negão, Rogério Skylab e Big Gilson.

Para levantar fundos para a realização do evento, os alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) contaram com o apoio do restaurante Delírio Tropical, do bar Rainha do Mar, da vice-reitoria comunitária da universidade, entre outros. Ainda assim, alunos de Desenho Industrial colaboraram grafitando um Monza Hatch 83, que foi rifado com 50 caixas de cerveja. O preço da rifa era de dois reais. “O festival foi um sucesso, é ótimo poder assistir de graça a tantas coisas”, comenta o aluno de comunicação Patrick Tostes.

Para a divulgação foram espalhados cartazes e panfletos dentro e fora da universidade. “Acho que ajuda a atrair um público de fora também, assim o evento não fica restrito aos alunos da Puc”, relata o estudante de Letras da UFRJ, Fernando Faria, que recebeu um panfleto do evento no Baixo Gávea.

texto: Joana Medina
fotografia: Maria Fernanda Villas Bôas
edição: João Casotti

Reforma de cinema atrai publico para Laura Alvim

Outubro 23, 2006 por cariocadoovo

A Casa de Cultura Laura Alvim tem entretido gerações há 19 anos. Este ano ela comemora seu 20º aniversário e presenteia o público com a restauração de suas salas de cinema e a inauguração de uma cafeteria. A obra, financiada pelo Grupo Estação, começou há três meses e chegou ao fim em setembro. A casa foi reservada nos dias 19 e 20 para festa de estréia dos novos espaços.
 

As três salas de cinema, apesar de não terem aumentado sua capacidade, melhoraram na qualidade. Poltronas mais confortáveis foram adquiridas e um sistema de projeção e áudio digitais foram instalados. “Ficou bem melhor.Apesar de pequeno, as poltronas são maiores e o fato de ser lugar marcado torna a ida ao cinema mais confortável”, afirma a aposentada Fátima Gomes.
 

O Ateliê Culinário abriu seu café, atraindo público independente das atrações da casa. “A variedade e qualidade da comida melhoraram bastante, está aprovado”, disse a estudante de comunicação Julia Ariani, freqüentadora do local há mais de dez anos. Agora o cardápio conta com quiches diversos, sopas, docinhos e até chopp.
Segundo a assessora de comunicação da casa, Teresa Souza, a mudança já está dando resultados. “Agora não apenas os moradores de Ipanema freqüentam o teatro e o cinema. Muitos vêm de outros bairros para conferir a reforma.”.
 Confira abaixo a programação do cinema desse mês:

ESTAÇÃO LAURA ALVIM 1 – 73 lugares
Dália Negra – Direção Brian De Palma
Com Josh Hartnett, Scarlett Johanssen, Hilary Swank e Aaron Eckhart
119 min. 16 anos
13;00; 15:20; 19:30; 21:45

ESTAÇÃO LAURA ALVIM 1 – 73 lugares
Marcello – Uma Vida doce – Direção Mario Canale, Annarosa Morri.
Depoimentos de Chiara Mastrorianni, Fellini, Etore scols, Claudia Cardinale
Itália 98 min. 10 anos 17:40

ESTAÇÃO LAURA ALVIM 2 – 37 lugares
Marcello – Uma Vida doce – Direção Mario Canale, Annarosa Morri.
Depoimentos de Chiara Mastrorianni, Fellini, Etore scols, Claudia Cardinale
Itália 98 min. 10 anos 13:20; 19:15; 21:15

ESTAÇÃO LAURA ALVIM 2 – 37 lugares
Crônica de Uma Fuga – Direção Adrián Caetano
Com Pablo Echarri, Rodrigo de La Serna
103 min. 14 anos 15:10; 17:15

ESTAÇÃO LAURA ALVIM 3 – 45 lugares
Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n Roll – Direção Otto Guerra
Brasil Animação . 81 min. 13:10; 14:50; 16:30;18:10;19:50; 21:30

Segunda a Quinta – Inteira: R$ 15,00 Meia: R$7,50
Sexta a Domingo e Feriados – Inteira: R$ 17,00 Meia: R$ 8,50

PROMOÇÃO
Segunda a Quarta (exceto feriados)
Sessões até às 14h
Sessões a partir das 21h
Inteira: R$ 10,00 Meia: R$ 5,00

CASA DE CULTURA LAURA ALVIM
Av. Vieira Souto, 176
Tel.: 2267-1647

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Casa de Cultura Laura Alvim

texto: João Casotti
fotografia: Joana Medina
edição: Luísa Pereira

Gávea se beneficia com reforma no shopping

Outubro 23, 2006 por cariocadoovo

Até o final de novembro, o Shopping da Gávea será com grandes cartazes e um letreiro iluminado prestigiando o nome do lugar. Decorado com madeira escura e pisos de mármore, a nova frente do shopping passa uma imagem elegante e distinta. Além disso, o estabelecimento ganhará cinco salas de cinema no quarto andar. A iniciativa foi feita pelo shopping com o Grupo Estação. Estes pretendem devolver ao bairro salas de exibição. Segundo o engenheiro responsável, Marcos Cachada, a obra tem previsão de término para o final deste ano.

Estimando o aumento do número de público, dois novos andares de estacionamento foram adicionados à estrutura do prédio. Ademais, os pilares e elevadores estão sendo respectivamente recauchutados e trocados e o hall ganhará uma reforma geral. Essas mudanças não possuem data para terminar.

“A reforma vai beneficiar a todos. Cinema era o que faltava aqui no bairro”, disse o estudante de engenharia Diogo Rodriguez, 22 anos, morador do bairro há oito. Já a professora Letícia Moreira acredita que, apesar da obra trazer benefícios à Gávea, ela tem atrapalhado o dia-a-dia dos pedestres na Rua Marquês de São Vicente. “Os tapumes não deixam a gente passar pela calçada na frente do shopping”, disse ela.

Mesmo com opiniões distintas, os moradores e freqüentadores da Gávea concordam em um aspecto: a nova cara do Shopping da Gávea e seus novos cinemas valorizam o bairro

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Fachada do Shopping da Gávea em obra

texto: Maria Fernanda Vasconcellos Villas Bôas
fotografia: Joana Medina
edição: Luísa Pereira